Este Artigo está fundamentado no Artigo: Grupanálise e Perversões - Avatares do Amor. Prof. Dr. Luiz Miller de Paiva. Livros: Século XX e XXI – Volume: IX; Capítulo: I.
E, no Poema: CAIXA DE PANDORA de Agamenon Troyan
Quando criança
Eu falava com os anjos
Enxergava o mundo
Com os olhos da Inocência.
Cresci, tornei-me um homem
Cheio de idéias, metas e planos
Abri minha caixa de Pandora
E só encontrei o engano
Revoltado e sem esperança, lancei-a ao mar
Junto coma a minha frustração
Que calada não se manifestou
E agora, o que fazer?
O passado sepultei,
O presente neguei,
O que dirá o meu futuro?
Arrependido, voltei ao penhasco
Ofegante, a caixa procurei
Por um momento, desesperançoso, orei.
O que eu desejava não aconteceu
Mas uma resposta um anjo me deu:
Revelou-me que sem lutar
Um homem derrotado se torna.
Sem objetivos e sem sonhos:
Sua vida é vazia de glórias.
Portanto, a conclusão que chego, é que: Plagiando a Lacan; a Caixa de Pandora e os Avatares do Amor estão no nosso Inconsciente; como Deus, para ele. “O mundo do Perverso se confunde, em certo nível, com o da Regressão Sádico-Anal”. “O Perverso transpõe a ausência de frustração no domínio do auto-erotismo (em que a satisfação é realmente possível) para o domínio Objetal, mais precisamente, para a Situação Edipiana, em que a satisfação é ilusória”. “O Fetiche é um Falo Anal que tende a excluir, da cena sexual, o pênis genital”. “Tentando contornar o Complexo de Castração, compara-o à separação, que não constrange em renunciar à mãe”. “É o despojar as atrações de sua significação específica”. “A Cena Sadeana se desenrolava em lugares fechados (Conventos, Castelos, Quartéis, etc.), cujo sentido inconsciente desse encerramento seria a Projeção do próprio Corpo (órgãos genitais e zonas erógenas do sonhador ou de seus objetos)”. (Chasseget-Smigel, 1991) e para nós, Contemporâneos, Projeções no Grupo Analítico ou no Setting Analítico.
Conclusão: Através de abordagens profundas sobre as Perversões, Fetichismo e Resistências Grupais ou Individuais, o Terapeuta consegue chegar ao âmago dos Conflitos (pensamento – sexualidade = produzido pela mãe Beta do Bion, pelo desrespeito ao nome do Pai de Lacan, pela perseguição pela figura combinada de Klein); mas para a Solução, tem que utilizar o Eros Terapêutico (sobejamente dosado). As Interpretações pela voz melódica e firme, e assim pode levar o Grupo ou o Analisando, que apresenta manifestações Perversas e Fetichistas, aos esclarecimentos satisfatórios e aos Bons Resultados Terapêuticos. Mas, sómente quando transforma o Terapeuta – Fetiche – Perverso, em um significante falo, através da Simbolização; e, em mãe Alfa (repleta de (Reverie) de Bion, figura não mais combinada de Klein, e sim, unida pelo Amor, de Bion.
Assim como, procuramos Deus, que está no nosso Inconsciente, o tempo todo lá fora...
Procuramos a Caixa de Pandora e os Avatares, os Transformadores...
Sendo que, os Avatares do Amor, estão dentro de nós! Sinal de que, estamos prontos para AMAR, conseguimos transformar o Fetiche e o Perverso, em nossas mentes, em um Significante Falo, através da Simbolização. Trocar a mãe Beta por uma mãe Alfa, repleta de (Reverie) de Bion, figura não mais combinada de Klein; e sim, unida pelo Amor, também de Bion. Escolhendo Parceiros que se completem e se respeitem mutuamente, onde cada um poderá ser ele mesmo e não a complementação das Neuroses e Psicoses do outro. Ou, Objeto dos nossos Mecanismos de Defesa.
Celia Gevartoski