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A cachaça

 

Piracicaba, Terra da Cachaça e da Pinga Boa

Piracicaba, “terra da cana”, na época de sua fundação já compreendia três engenhos de cana de açúcar e logo após, passaram a ser nove. Posteriormente foram surgindo as famosas “caninhas” Cavalinho, Tatuzinho, Velho Barreiro, Rio Pedrense e Da Roça, entre outras de menor porte, todas eram responsáveis pela grande produção das região de Piracicaba “Capital Nacional da Cachaça” e onde estivesse, falando em aguardente, o primeiro nome lembrado era e ainda é o de Piracicaba. Jingle e expressões, quem não se lembra,“Vai tatu, tatuzinho, me abre a garrafa e me dá um pouquinho”, e outros como “Só tomando uma”, “Piracicaba Terra da cana e da pinga boa”, entre outros. 

Atualmente a Capuava S/A indústria e comércio é a única destilaria estabelecida e produtora de aguardente aqui em nossa cidade. A cultura da cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil no início de sua colonização, trazida por alguns donatários, destacando-se Martim Afonso de Souza, da então Capitania de São Vicente, que construiu, provavelmente, aquele que foi o primeiro engenho de açúcar do Brasil Colônia, em 1533, onde hoje se situa o município de Santos, no Estado de São Paulo.

Historicamente, a agroindústria canavieira foi a primeira indústria de transformação implantada no Brasil, constituindo-se até hoje em um dos principais itens da economia do País e de nossa pauta de exportação. E o Estado de São Paulo transformou-se, em meados do século XX, no maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, tendo o município de Piracicaba se constituído à mesma época o centro da maior região açucareira da América do Sul. De fato, além de possuir a maior área plantada com cana, aqui também se concentravam as principais indústrias produtoras de bens de capital voltadas para essa agroindústria.

A cachaça está legalizada através do decreto 4.072, no artigo 81, Parágrafo 4º, do Governo Federal, e foi classificada e regulamentada como: “Cachaça como bebida tipicamente brasileira”. A título de curiosidade, uma poesia de domínio público percorre a história da cachaça em Piracicaba.

Credo da Cachaça

"Creio no canavial, todo poderoso, criador do açúcar e da caninha. Creio na aguardente, nosso alimento de todo dia, o qual foi concebido por obra e graça do alambique. Nasceu da puríssima cana e padeceu sob a pressão das moendas, foi derramado no tacho e desceu ao fundo da caldeira. No terceiro dia, ressurgiu na garrafa e subiu ao céu de nossa boca. Está no tonel arrolhado de onde há de vir agradar os grandes e os pequenos. Creio no espírito de 20°, na santa safra anual, na comunhão dos pileques e na ressaca. A MIM."