Sempre achamos que as mulheres tinham inveja dos homens. Mas agora está mudando; parece que os homens é que têm inveja delas.
Com a falta de empregos muitos maridos estão fazendo o papel de mãe, de esposa e de doméstica.
Resumindo: estão imitando as mulheres, e, elas os homens.
Antes, o pai e o marido eram patrões e chefes, mandavam e desmandavam.. A última palavra era deles.
Mas isto acontecia não só por tradição, mas porque eram eles que trabalhavam e pagavam as contas.
Mulher mandar? Impensável. Agora, estão felicíssimos os maridos (desempregados) que têm esposa trabalhando.
Mudou tudo. Inverteu!
Passaram a obedecer a todo mundo: à esposa, aos filhos, à empregada, à sogra, à delegada, à policial e ao cachorro. Fazem quase tudo que as esposas e mães faziam. Levam os filhos a todos os lugares, fazem compras, lavam louça.
A submissão acabou. Ainda bem. Que bom que mudou. Por isso as mulheres pagam as contas e gastam à vontade. Se as mulheres não trabalhassem ia ser o caos na família. Elas atuam em todas as áreas: na pesquisa científica, na medicina, na odontologia, na área de segurança, no direito, na política, no comércio.
As mulheres “viraram homens”. Participam de ralis, dirigem ônibus, carretas e aviões, e vão a restaurantes sozinhas.
O tipo de homem ou mulher que agora serve para um relacionamento duradouro, tipo casamento, é outro. Os jovens perceberam que só amor platônico não basta para manter um relacionamento.
O tempo mostra que a pessoa que amamos (ou que imaginamos amar) - e que não corresponde a nossa expectativa - não é a pessoa certa para viver a dois. Gostar é pouco. Amar é pouco.
A pessoa certa para casar ou para viver junto é aquela que é decidida, resolvida na vida, inteligente, que nos deixe sentados no bar o resto da noite, como diz a escritora e jornalista Danuza Leão.
Diz o ditado que podemos conhecer uma pessoa por acaso, mas não é por acaso que mantemos com ela um relacionamento.
Era inimaginável nas décadas passadas um homem fazer depilação, tatuagens e piercings, usar brinquinhos, pulseiras, colares e anéis.
Viva! Chegou o metrossexual. Viva a esteticista. Viva a medicina. Viva a fisioterapia. Todo mundo quer ficar mais bonito, por dentro e por fora.
O masculino se juntou tanto ao feminino que definitivamente chegou a vez deles serem “a mulher da casa”.
Desceram do trono e assimilaram o trabalho doméstico numa boa: trocam fraldas, dão banho nos nenês, preparam mamadeiras, fazem compras, cozinham, lavam, enxugam e guardam.
A história sempre se repete.
Gladiadores romanos não usavam saias? E os escoceses não usam? Os índios não enfeitam o corpo e furam os lábios, as orelhas e o nariz? No carnaval os homens não mostram seu lado B?
Será que as mulheres têm mesmo inveja dos homens?
As peculiaridades e os costumes vão e voltam! Cuidado, se você vai se aposentar, ou está quase, se prepare. O seu tão esperado tempo ocioso para vadiar... não conte muito com ele.
Plínio Montagner