Bullying ( Violência em forma de brincadeira). Este termo é utilizado para descrever atos de violência físicos e psicológicos, intencionais e repetitivos, praticados por indivíduos ou grupo.
Ele se difere de outras brincadeiras despretensiosas, pois a violência se sobrepõe ao limite lúdico, estimulando a delinqüência. Estas agressões se manifestam sem motivo explícito, levando à exclusão e intimidação, sempre intencional.
No Bullyng temos o agressor, o agredido, e a testemunha.
O agressor geralmente é o líder do grupo, se mostrando gozador com os colegas mais frágeis com a finalidade de excluí-lo do grupo, não respeita diferenças alheias e não tem limite.
O agredido é a vitima, que passa a ser perseguida, humilhada, intimidada, ignorada chegando até a ser excluída. Normalmente são crianças tímidas que não conseguem reagir nem demonstrar seu sentimento frente a estas agressões. São retraídos, tímidos, não sabem se impor, são inseguros e podem ter dificuldades de se relacionar e de ser aceito no grupo. Não sabem pedir ajuda, tornando-se alvo fácil. Muitas vezes reprimem todo este sofrimento, como uma panela de pressão, deixando acumular até explodir. Quando isto ocorre encontramos as fatalidades, é o caso de crianças que pegam arma e saem atirando em qualquer aluno. Neste momento nem sempre ele (o agredido, até então) focaliza seu agressor para se vingar, ele se vinga também das testemunhas.
As testemunhas são aqueles que não praticam a agressão, porém assistem passivamente, não delatam os agressores por temerem ser a próxima vitima.
Os pais podem detectar se o bullying está acontecendo com seus filhos observando alguns sinais:
. Não tem vontade de ir para aula.
. Passa mal próximo da hora de sair para escola.
. Pede constantemente para mudar de colégio.
. Não que ir a escola.
. Tem queda no rendimento escolar.
. Seu uniforme e material escolar aparecem sujos, ou até mesmo amassados e rasgados.
Os pais devem também observar alguns comportamentos de seus filhos como sinais de depressão, agressividade, destruição de objetos, vingança, ansiedade, pensamentos negativos, baixa alto estima e ainda dificuldades para se relacionarem.
Para combater este comportamento, deve-se é prevenir com orientação e imposição de limites, através de diálogos tanto com a vitima, como com o agressor, pois ambos neste caso necessitam de acompanhamento.
Os pais necessitam dialogar com seus filhos, orientando e participando de sua vida escolar. Precisam saber ouvir mais, criticar quando necessário, mas sempre depois de ouví-los. É necessário que se estabeleçam limites. E principalmente que não se ignore a timidez de seus filhos.
Margarete Zenero