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Ciclos da Vida

Que para Freud, se fundamentava que a Normalidade é uma Ficção Idealizada; já, segundo Erik Erikson, essa mesma Normalidade é a Capacidade de dominar os Períodos da Vida, levando-se em conta a Personalidade, e dividiu em oito estágios:

1º ESTÁGIO: CONFIANÇA X DESCONFIANÇA (do nascimento aos 18 meses) está baseada em bons cuidados parentais, uma boa Maternagem e Paternagem.

2º ESTÁGIO: AUTONOMIA X VERGONHA E DÚVIDA (18 meses a 3 anos) desenvolve senso  de autonomia.

3º ESTÁGIO: INICIATIVA X CULPA (3 a 5 anos) desenvolve interesse pela sexualidade e suas diferenças.

4º ESTÁGIO: PRODUTIVIDAE X INFERIORIDADE (5 a 13 anos) o restante da infância, até a puberdade, é dedicado às tarefas da idade escolar – desenvolvimento de senso de produtividade. O pólo negativo corresponderia à inferioridade. 

5º ESTÁGIO: IDENTIDADE X CONFUSÃO DE PAPÉIS (13 a 21 anos) é um período de transição entre a infância e os papéis adultos. O adolescente luta para adquirir um senso de identidade. 

6º ESTÁGIO: INTIMIDADE X ISOLAMENTO (21 a 40 anos) a intimidade psicológica com outra pessoa ocorre, quando a identidade individual se encontra estabelecida. O adulto que não resolve satisfatoriamente essa crise permanece ensimesmado e isolado. 

7º ESTÁGIO: GENERATIVIDADE X ESTAGNAÇAO (40 a 60 anos) aquela que corresponde ao interesse em estabelecer e orientar a próxima geração, não necessariamente pelo papel de genitor. A estagnação corresponde à incapacidade de zelar pelos outros de forma provedora. 

8º ESTÁGIO: INTEGRIDADE DO EGO X DESESPERANÇA (60 anos até a morte) o idoso se depara com pensamentos relacionados a seu passado às suas realizações na vida e suas conseqüências. Admitir que sua vida tivesse sentido da forma como foi vivenciada corresponderia à integridade. O contrário desses sentimentos seria a desesperança, além da dificuldade para aceitar a morte, que impediria a realização daquilo que seria necessária para dar sentido à vida. 

Para Laurence Kubie, a Normalidade é a Capacidade de Aprender pela Experiência, de Ser Flexível, e de se Adaptar a um Ambiente Inconsciente. E vem Otto Rank, que para ele, a Normalidade é a Capacidade de Viver Sem Medo, Sem Culpa e Sem Ansiedade;  e de Assumir,  Responsabilidade pelos seus Atos.

Completaria ainda, que: “VIVER SEM MEDO DE SER FELIZ! Indo procurar ajuda, quando se fizer necessário… Vivendo no “Princípio do Prazer e do Desprazer” e nunca “Além do Princípio do Prazer”.


Celia Gevartoski