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Dar de si è o melhor presente

A nossa presença é algo que devemos sempre oferecer aos outros. É a maior dádiva que alguém pode dar.

Estar próximo de um amigo ou de qualquer pessoa nos momentos alegres ou ruins da vida não custa nada, talvez uma viagem longa e tempo despendido. Conversar com alguém combalido ou melancólico é tudo que ele quer.

As flores fazem mais efeito em vida e quando estão próximas da gente.

De que valerão os dispêndios de uma festa sem a presença dos amigos e familiares?  Aquela amiga distante e que não a via há anos, veio a sua festa.

Essas surpresas nos fazem sentir importantes e queridos. Dar de si é um comportamento de recíproca alegria, pois aquele que dá sua presença se sente renovado e mais leve.

Se convidarmos alguém para uma festa, qualquer uma, e um amigo não comparece nem justifica, magoa. Nós gostávamos dele, mas ele talvez não sentisse a mesma afeição. Amizades e laços afetivos de momento acontecem.

Às vezes é difícil mesmo, senão impossível, comparecer. O que é imperdoável é o silêncio. Se a indisposição impediu o comparecimento, mas não a vontade, o amigo vai entender. Ligue para ele e explique.

Um reencontro de colegas de formatura, uma comemoração de aniversário de casamento ou natalício, se você for convidado, tem que ir. Não imagina o quanto seus abraços são esperados.

Em casos de falecimento de pessoa de nossas relações, mesmo perdidas no tempo, temos de ir. Estar presente nesses momentos além de proporcionar conforto é demonstração de civilidade.

Visitar uma amiga ou tia distante, doente ou não, são modos de expressar sentimentos que não precisam de convite.

A presença não precisa ser física. Gostamos dos amigos, mesmo ausentes, mas aquele que veio nos dar um abraço, se torna inesquecível.

Quando não podemos comparecer a algum acontecimento importante não devemos ficar constrangidos e passar a evitar a pessoa. Devemos procurá-la logo para justificar a ausência em vez de deixar a amizade ficar abalada. Ela vai entender seu motivo.

Dar de si é muito mais valioso e, por isso, mais difícil. Dar um presente a alguém - à mãe, ao pai, ao filho é fácil. O que é difícil é dar de si, dar a presença. Isso nenhum presente substitui.

Pais e filhos, de qualquer idade, não são bobos. É certo que um telefonema ou um presente ameniza, mas não substitui a presença.

Que presente pode ser maior do que a presença do papai e da mamãe à festa de formatura do filho, ou da apresentação do guri no teatrinho da escola?

O que vale é estar ali. Ser visto!

Plinio Montagner