Não tem como negar, a junção destes três elementos se faz de modo fantástica.
A psicologia tem várias vertentes de sublimação, sem dúvida a principal é a arte. Quando o ser humano descobre o sabor artístico, visualiza um novo horizonte, onde todo seu lixo interno passa não mais a apodrecer dentro dele. A arte passa a ser uma das responsáveis por esta transformação.
Os sentimentos emoções e traumas ora aquitetado dentro da pessoa pede passagem adquirindo, forma, cor, traçados e movimento. Surgindo assim um novo horizonte, a visão do mundo se amplia, e nossa sábia mestra, a psicologia, costura todos estes retalhos de sentimentos ligando e resgatando o sentimento perdido.
A compreensão de emoções ora escondida do próprio criador, passam a ser compreendidas, o passado vem a tona nos traçados, e junto com ele as sensações, facilitando assim associações de fatos que reportam o individuo a sua história passada, esta regressão provocada pela arte, com ajuda da psicologia dão ao individuo a possibilidade de rever sua vida porém com outra roupagem, podendo compreendê-la e organizá-la.
A arte o torna livre para se descobrir e assim viver em harmonia consigo e com aqueles que o rodeiam.
Ela é cheia de significado, de momentos plenos em liberdade de expressão seja ela a dança, música, dramatização ou pintura. A compreensão se dá de forma única, a compreendermos melhor se conhecermos seu criador, pois o significado traduzido em uma arte tem uma ligação direta com a história do seu criador.
A arte quebra couraças, desfaz nós, nos possibilita a manifestação de medos, anseios, alegrias, frustrações conquistando assim nossa essência humana.
Através da arte, da mente e do psicólogico, podemos devolver ao ser humano, a autoria de sua própria história.
Ele passa a dominar a escolha de sua vida, de seus caminhos, de forma consciente e responsável.
Falo aqui da arte com uma nova roupagem, com um novo ângulo, sem a conotação de apreciação, ou exposição. Da arte que não exige técnica perfeita, mas sim, que favorecem a compreensão de si diante dos dilemas da vida.
Margarete Zenero