O ciúme é um dos elementos mais conflitantes num relacionamento amoroso. As vezes um comportamento natural como aproximação de amigos, ligação no celular que não se completa já indica uma briga que pode ocasionar o fim do namoro.
Quando o ciúme passa a ser problema o caminho a seguir é o do diálogo e da compreensão. Muitas vezes quando estes dois elementos não são suficientes, ou seja, quando o ciúme se torna extremo, um acompanhamento psicológico ajuda a evitar que o ciúme caminhe para um conflito mais intenso onde como conseqüência, tristeza e lágrimas passem a ser uma constante no casal.
O ciúme pode ser encarado de forma positiva quando ele ocorre esporadicamente. Um pouco de ciúmes dá a sensação de sermos amados.
Quem já não se pegou com uma sensação de prazer quando por algum motivo alguém demonstra ter ciúmes por nós? Porém, é necessário esclarecermos que a ausência do ciúme não implica em desinteresse.
O casal ao conversarem sobre o ciúme que vem se manifestando na relação podem conseguir chegar a soluções pacíficas, solução esta que salva muitas vezes o relacionamento de uma ruptura as vezes irreversível.
Mas nem sempre os casais conseguem soluções pacíficas para se manterem juntos. E um dos motivos que dificulta a chegar a esta solução é a possessividade. Achamos que somos donos do que possuímos, “É o MEU namorado... é a MINHA esposa”. A idéia de possuirmos o outro como se ele fosse um objeto é doentio. Temos que preservar a individualidade da pessoa que amamos, é através do respeito mútuo entre o casal que fazemos com que aquela pessoa que amamos queira cada vez mais se aproximar. O respeito aproxima, enquanto a sensação de estarmos sendo sempre vigiados causa imenso dissabor.
Ciúme as vezes não faz mal a ninguém. Mas ele não pode passar do ponto, fazendo com que a briga constante o torne ruim.
O ciúme maltrata quem o sente, uma vez que a pessoa enciumada sente a ameaça da perda em todos os lugares e em todas as pessoas que se aproximam da pessoa amada! O ciúme tem como causa uma insegurança externa ou interna.
Externa quando já foi traído ou quando realmente o outro dá dicas através de atitudes que alimenta esta insegurança. Portanto o agente provocador desta manifestação é o outro.
Interna quando a própria pessoa é insegura consigo mesma e tem motivos da sua vivência anterior para se sentir assim. Neste caso, é preciso que ela faça um tratamento psicológico para aprender a ter confiança e segurança em si mesma, aprendendo a lidar de forma positiva com sua ansiedade, insegurança e ciúmes, porque o ciúme pode acabar com um relacionamento.
A pessoa ciumenta após o rompimento do relacionamento pode vir a ficar mais insegura ainda e num próximo relacionamento, pode se tornar ainda mais ciumenta, gerando assim um círculo vicioso sem fim, com um sofrimento cada vez maior! Por este motivo orientamos a procura de um tratamento psicológico.
Margarete Zenero