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PSICOTERAPIAS BREVES de Orientação Psicanalítica:

As Terapias Breves Trabalham No Foco.
Portanto, define-se como FOCO, o Material Consciente ou Inconsciente (tanto faz), do Paciente, identificado como a Área a ser Trabalhada, no processo Terapêutico.
E, se Preocupa, apenas com o Alívio dos Sintomas.

Portanto, focalizar é determinar uma área de conflito na vida do paciente e levá-lo a trabalhar especialmente este ponto.
O Terapeuta deve lançar mão de três recursos:
- Fazer Interpretação Seletiva.
- Ter Atenção Seletiva.            
- Ter Negligência Seletiva (evitar qualquer material que possa desviar do Conflito Focal.)
As Psicoterapias Breves de Orientação Psicanalítica centram o seu trabalho num foco, mas não desprezam a base.

AS TÉCNICAS UTILIZADAS SÃO AS MESMAS DA PSICANÁLISE.
Usam de muito mais Interpretação, porém Seletiva, relacionada ao Conflito Focal.            Portanto, define-se como Foco, o material consciente e inconsciente do paciente, identificado como a área a ser trabalhada, no processo terapêutico.
Com o objetivo traçado, ou seja, com a hipótese diagnóstica levantada, deve o psicoterapeuta, basear e orientar todo o processo terapêutico, nessa direção; tendo em vista, fazer com que o paciente supere tais conflitos; e conseqüentemente, tenha o alívio dos sintomas.

Portanto, a Psicoterapia de Orientação Psicanalítica, que é focal, se preocupa com a base dos sintomas, restrito naquele determinado foco.
Já que, a PSICOTERAPIA BREVE de Orientação Psicanalítica, se preocupa com os Sintomas e com as suas Causas, vamos esmiuçar mais este assunto:
O SINTOMA é o visível, um fenômeno concreto e observável.
A CAUSA envolve um Complexo entrelaçamento de Processos Psíquicos não visíveis, decorrentes de fixações, frustrações e/ou traumas, recalques, em uma determinada Etapa do Desenvolvimento Infantil.
Até a década de 70, usa-se localizar as causas, nas Fases Oral, Anal ou Genital. Explo: Transtornos Alimentares à Fase Oral; Transtornos Obsessivos à Fase Anal; e, Transtornos de Sexualidade à Fase Genital.

Com o desenvolvimento das pesquisas psicanalíticas, passou-se a considerar que a Primeira Origem dos Problemas Psicológicos, deveria ser atribuída à Fase Oral; embora, pudesse haver Repercussão e até Fixação, nas Fases Posteriores.
A Configuração da Neurose propriamente dita se daria, durante a vivência do Complexo de Édipo, na Fase Genital Fálica; embora, o quadro referencial, já viesse esboçado, desde a Fase Oral.
Foi Freud, quem primeiro clarificou a diferenciação entre Sintoma X Causa. Breuer (1895) nos USA, nos seus Estudos sobre a Histeria, escreveu que o conhecimento da causa dos sintomas histéricos, poderia conduzir à sua solução e cura.

Freud (1925), em Inibição, Sintoma e Angústia, definiu o Sintoma como o Sinal de que um Impulso Instintivo foi recalcado e também, como Substitutivo deste Impulso. O Sintoma, não oferece prazer e tem um caráter obsessivo, sendo sempre indicativo, da existência de um Processo Mórbido.
Assim, uma Carga Instintiva inicia-se no Id e é Censurada pelo Superego. Daí, o Ego recusa-se a agregar esta Carga Instintiva e, por meio do Recalcamento ou Repressão; sendo a sua única válvula de saída, o Sintoma.
Frente às Experiências Traumáticas, algum componente da Personalidade, se detém em uma determinada Fase do Desenvolvimento, enquanto que, o resto continua evoluindo normalmente. A isto, é que chamamos de FIXAÇÃO.
Para Melanie Klein, o Sintoma resulta diretamente da Fixação.
Portanto, não podemos deixar de lado, as FASES DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL: Partamos então, do Conceito de LIBIDO, introduzida por Freud e modificada depois por outros autores, onde ele disse que a Libido seria a expressão dinâmica da sexualidade; ou, uma conexão entre o prazer e o desejo sexual.

A Libido é essencial para o desenvolvimento do Narcisismo, e conseqüentemente, ao desenvolvimento da Personalidade. Narcisismo é um acúmulo de energia no próprio eu; que desde que, não tão exagerado, é essencial ao nosso Equilíbrio Psíquico.

O Narcisismo acompanha todas as fases do desenvolvimento da criança, mas a Libido se desloca de uma parte do corpo, para outra. É este Deslocamento da Libido, que caracteriza a passagem de uma fase para outra.
O Conceito de Libido foi perdendo, nas obras de outros autores, o caráter sexual atribuído por Freud. Daí, termos que entendê-lo, a Libido, exclusivamente no seu sentido Psicossexual; e daí terá que falar em um Desenvolvimento Psicossexual, da Criança, através do qual se dá também o Desenvolvimento Emocional e o Desenvolvimento da Personalidade.

A PSICANÁLISE É A ÚNICA CIÊNCIA, QUE TRABALHA SÓMENTE NA BASE.
Portanto, define-se o Material Inconsciente do Paciente, como um todo, no Processo Terapêutico. Não se preocupa com os SINTOMAS, mas sim, com a sua origem, ou seja, com a BASE.


Celia Gevartoski